GEORGE GERSHWIN (1898-1937)

                                                             

        George Gershwin nasceu Jacob Gershovitz em 26 de Setembro de 1898 no Brooklyn, tradicional reduto judeu em Nova Iorque, Estados Unidos, onde se tornaria, posteriormente, um dos grandes nomes da música mundial.

            Filho de Moritz e Rosa Gershovitz, dois imigrantes judeus, George tinha um irmão mais velho, Israel, com quem viria a compor boa parte de sua obra. Como muitos imigrantes faziam ao chegar aos Estados Unidos, a família de Jacob “americanizou” seus nomes, tendo seu pai passado a se chamar Morris, sua mãe a se chamar Rose, seu irmão a se chamar Ira e ele a se chamar George, além de terem alterado o sobrenome Gershovitz para Gershwin.

Quando Ira ganhou um piano dos pais, George monopolizou-o, tendo aulas do instrumento e sendo introduzido à música clássica. Aos 15 anos, George, que nunca fora um aluno exemplar, compôs sua primeira música, largando, no mesmo ano, os estudos para se dedicar inteiramente à música. George começou sua carreira tocando em uma loja as novidades musicais para os fregueses. Em 1919, aos 21 anos, obteve seu primeiro sucesso na Broadway, com o musical La, la, Lucille. Ainda nesse ano compôs Swanee, que fez um estrondoso sucesso e alçou George ao status de estrela da música mundial.

            Em 1924, George Gershwin compôs sua mais conhecida e brilhante obra: Rhapsody in Blues, um concerto de dezesseis minutos que viria a se tornar, mais de cinqüenta anos depois, parte da trilha sonora do filme Manhattan, um dos principais trabalhos do ator e cineasta judeu Woody Allen.

            A partir desse ano, junto de seu irmão, Ira, George compôs diversos musicais para a Broadway que fizeram enorme sucesso por muitos anos. Quando não estavam compondo para o teatro, os irmãos compunham para o cinema, tendo criado, assim, várias  trilhas sonoras para filmes na década de 30.

            No entanto, nem todas suas obras foram bem recebidas pela crítica e pelo público, o que, nessa mesma época, decepcionaram o músico judeu. Muitos não compreendiam seu estilo revolucionário que misturava música clássica e jazz. Mesmo assim, Gershwin não se deixou abater e seguiu trabalhando em sua música.

            O maior e mais ambicioso trabalho de George Gershwin ainda estava por vir: o sonho do músico era compor uma ópera de jazz sobre negros americanos, uma vez que acreditava que o jazz moderno era resultado da influência de ritmos e melodias trazidos da África. Assim, baseado no romance Porgy, que trata de um drama amoroso entre uma linda mulher e um mendigo, ambos negros, Gershwin, em 1935, compõe Porgy and Bess, que receberia as mais variadas críticas no meio musical. Vinte anos depois, patrocinada inclusive pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, uma turnê dessa ópera percorreria Europa e África, com excelente crítica.

            Em Fevereiro de 1937, tocando uma de suas mais belas canções, Concerto em Fá, Gershwin passou mal e começou a sofrer de uma série de tonturas e enxaquecas. Começou, também, a sofrer desmaios e lapsos de memória. Oito meses depois, durante uma operação para retirar um tumor no cérebro (responsável pelos mal-estares), Gershwin faleceu, em Hollywood, Califórnia, deixando um enorme e belo legado para a música mundial.

Para saber mais: http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/biography/gershwin.html

CHAZIT HANOAR

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Porto Alegre

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