SHMUEL YOSEF AGNON (1888-1970)

                                                             

        Shmuel Yosef Agnon, pseudônimo de Sammuel Josef Czackes, nasceu em Buczacz, atual Galich, na Galícia, território da Rússia, em 17 de julho de 1888. Criado numa atmosfera cultural diversa, em que idish era a língua de casa e hebraico a língua da torá o do talmud, que Agnon estudou formalmente até os 9 anos de idade. Agnon também adquiriu algum conhecimento de literatura alemã, de sua mãe e, de seu pai, recebeu os ensinamentos de Maimônides e dos Chassidim.

        Em 1907 deixou sua casa e foi viver em Jaffa, na Palestina. Em 1913, foi viver na Alemanha, retornando para a Palestina em 1924.

        Ainda jovem, começou a escrever histórias que formam uma crônica do declínio dos judeus na Galícia. Sua primeira grande obra é Haknassat Kalá (1919; O Dote da Noiva) epopéia de uma aldeia polonesa nos tempos do czarismo. Seu protagonista, Yudel Hasid, encarna as andanças e angústias dos judeus no Império Austro-Húngaro e na Rússia da época. Em Oreach natá lalun (1938; Um Hospéde para a Noite), Agnon recria o panorama sombrio de uma comunidade ilhada e aterrorizada e também retrata a destruição da Galícia após a Primeira Guerra Mundial. Mas sua obra-prima, o épico Temol Shilsom, (1945; Ainda Ontem) retrata os pioneiros que imigraram para a Palestina.

        O estilo de Agnon, carregado de toques bíblicos e talmúdicos, foi comparado à arte das iluminuras, a vitrais e afrecos de Rouault e Chagal e a certos filmes de Chaplin. É um estilo intencionalmente arcaico, por retratar o passado com certa nostalgia, de difícil tradução.

        Em 1966 Schmuel Yosef Agnon recebeu o prêmio Nobel de Literatura, falecendo quatro anos depois, em 17 de fevereiro de 1970, no país por que sempre lutou.

Para mais informações e bibliografia, acesse http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/biography/agnon.html.

CHAZIT HANOAR

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