Tel Aviv

 

   
   

O livro Altneuland (Terra Nova- Velha), de Theodor Herzl foi traduzido para o hebraico por Nahum Sokolov com o título de “Tel Aviv” (colina da primavera). E foi este livro que nomeou a cidade vizinha de Yafo.

            Tel Aviv é a primeira cidade moderna construída por judeus no território de Israel. Hoje, é tida como uma das principais cidades do país, sendo essencial em diversos aspectos, como economia, administração e turismo. Muitos países reconhecem Tel Aviv como capital de Israel, e não Jerusalém, o que a torna ainda mais relevante para o funcionamento político do país. Com 380 mil habitantes, Tel Aviv é a segunda maior cidade de seu país e é a principal do bloco de cidades israelenses chamado Gush Dan (Agregado Dan), que inclui também as cidades de Bat Yam, Holon, Ramat Gan, Givatayim, Bnei Brak, Petah Tikva, Rishon LeZion,Ramat Ha-Sharon e Herzliya.
 

            Além da importância econômica e política, Tel Aviv agrega fatos históricos de importância nacional que a consagra como centro cultural. Como por exemplo, na casa do primeiro prefeito da cidade Meir Dizengoff, já falecido na época,David Ben-Gurion assinou a independência de Israel ao som da guerra. Foi em Tel Aviv também que, em 1995, o ex-primeiro ministro de Israel,Ytzhak Rabin foi assassinado durante o seu discurso.  

História

            Por volta de 1880, os judeus que realizavam aliá e desejavam se instalar nas proximidades da cidade árabe de Yafo, por motivos de trabalho, começaram a alojar-se na sua periferia. Em 1909, sessenta famílias judias fundaram a cidade de Ahuzat Bayit que, originalmente, servia como “cidade dormitório” para trabalhadores da cidade árabe. O nome original da cidade foi alterado um ano depois para Tel Aviv, e assim permanece até hoje. No ano de 1921, a cidade se tornou um distrito comercial, o que causou a primeira grande expansão populacional na região. O então prefeito, Meir Dizengoff usou este crescimento econômico e populacional e criou um plano administrativo que fez de Tel Aviv o mais importante pólo econômico de Israel.

            A cidade só cresceu mais em meados de 1933, com a subida de Hitler ao poder, e em 1946 com o fim da Segunda Guerra Mundial e a vinda dos sobreviventes.

            A cidade cresceu normalmente até a guerra de 1948, quando o Egito, o Iraque, o Líbano, a Síria e a Transjordânia rejeitaram a independência e a existência do estado de Israel. O conflito resultou na ocupação parcial de Jerusalém. Como o país estava se formando e as embaixadas precisavam ser instaladas em um local seguro, Tel Aviv foi nomeada temporariamente como capital do país. Um ano depois o título voltou para Jerusalém, mas muitos países se recusaram a retirar as embaixadas de Tel Aviv, isto fez com que a cidade crescesse espantosamente se tornando o que é hoje.

Hoje

             Tel Aviv é indiscutivelmente a cidade mais importante economicamente de Israel e a segunda em administração. Além disso, a “Cidade Branca”, como é chamada, é considerada patrimônio da humanidade, pois abriga mais de 5.000 estruturas de arquitetura Bauhaus (escola alemã de design e arquitetura, considerada a mais importante do século XX).

            A cidade abriga uma grande rede de hotelaria e inúmeras atrações turísticas, o que a torna indispensável para qualquer roteiro de viagem. Alguns desses pontos de visita são o Museu de Tel Aviv, a casa do poeta Hayyim Nahman Bialik, a casa de Ben-Gurion, o Museu da Diáspora, o Teatro Nacional Habima, a Orquestra Filarmônica de Israel e muitos mais pontos atrativos...